A mesma cor aplicada não significa o mesmo resultado. 🎨
É aqui que muitos profissionais se confundem.
Duas clientes podem receber a mesma 8.13, mas apresentar resultados visualmente diferentes porque a base de cada cabelo é diferente,o procedimento para aplicar, se for direto no fundo de clareamento ou em cabelo natural no processo de clareamento com coloração muda o resultado da cor.
No clareamento com coloração, a melanina natural é modificada pela oxidação e parte dos pigmentos permanece no cabelo.
Já no cabelo previamente descolorido, houve uma remoção muito maior dos pigmentos naturais. Por isso, a 8.13 encontra um fundo completamente diferente.
E é exatamente aí que entra o olhar do colorimetrista.Não basta perguntar:
❌ “Qual cor eu aplico?”
É preciso perguntar:
✅ “O que existe nesse cabelo antes de eu aplicar a cor?”
Porque: COR EXISTENTE + COR APLICADA = COR RESULTADO
Por isso, copiar uma fórmula de uma foto não garante o mesmo resultado.
Colorimetria não é receita. É raciocínio.
Quero saber de você:
🤎 Qual resultado você prefere: REF. 1 ou REF. 2?
A mesma cor pode gerar resultados diferentes? Vou te explicar o segredo por trás da cor 8.13
Você já percebeu que a mesma cor aplicada em dois cabelos diferentes pode entregar resultados visualmente completamente diferentes?
Esse é um dos pontos mais importantes para quem deseja desenvolver um verdadeiro raciocínio de colorista.
Imagine duas clientes recebendo a mesma referência de cor: 8.13. A fórmula pode ser exatamente a mesma, mas o resultado final não necessariamente será igual.
E o motivo está naquilo que muitas vezes passa despercebido: A cor aplicada é apenas uma parte do resultado
Na colorimetria, não devemos analisar somente a numeração da coloração.
Precisamos considerar a relação entre:cor existente no cabelo + cor aplicada +marca.
Isso significa que a mesma 8.13 pode se comportar de maneira diferente dependendo do fundo sobre o qual ela será aplicada.
É justamente por isso que uma fórmula que ficou linda em uma cliente não deve ser simplesmente copiada para outra 8.13 no processo de clareamento com coloração.
Quando utilizamos uma coloração para realizar um processo de clareamento, estamos trabalhando sobre um cabelo que ainda possui melanina natural.
A ação oxidativa modifica os pigmentos naturais presentes na fibra e, simultaneamente, ocorre o depósito dos pigmentos artificiais da coloração.
Portanto, durante esse processo, o resultado visual é construído pela interação entre: pigmentos naturais que permanecem ou são modificados; pigmentos revelados durante o clareamento; pigmentos artificiais depositados pela coloração; características da fibra capilar.
Por isso, o cabelo pode apresentar uma percepção de cor diferente daquela obtida quando a mesma tonalidade é aplicada sobre um cabelo previamente descolorido.
8.13 aplicada sobre um fundo de clareamento
Agora imagine um cabelo que já passou por uma descoloração.
Nesse caso, a situação é diferente.
O processo de descoloração promove uma remoção muito mais intensa dos pigmentos naturais da fibra. O cabelo chega à etapa de aplicação da cor com uma quantidade e uma composição de pigmentos residuais diferentes daquela encontrada em um cabelo que foi clareado exclusivamente com coloração.
Quando aplicamos a mesma 8.13, ela encontra uma base diferente.
E se a base é diferente, a percepção do resultado também vai ser diferente.
O verdadeiro segredo está na quqntidade de cor que existe o cabelo.
É comum olhar para uma foto de referência e pensar:“Qual foi a cor usada para chegar nesse resultado?”
Essa pergunta é importante, mas não é suficiente.
O profissional que deseja desenvolver raciocínio de colorista precisa fazer uma pergunta anterior:“Qual era a condição e o fundo desse cabelo antes da aplicação?”
Essa análise muda completamente a maneira de trabalhar.
A nomenclatura da coloração informa quais pigmentos estão sendo propostos para aquele resultado, mas ela não apaga aquilo que já existe na fibra capilar.
O fundo presente no cabelo participa do resultado.
Por que copiar uma fórmula pode dar errado?
Imagine que você veja uma fotografia de um cabelo maravilhoso e descubra que foi utilizada a fórmula 8.13.
Você reproduz exatamente a mesma fórmula em outra cliente.
Mas o cabelo da nova cliente apresenta: outro fundo de clareamento; outro histórico químico; outra quantidade de pigmentos residuais; porosidade; diferente condição da fibra.O resultado, portanto, pode não ser igual.
Isso não significa necessariamente que a fórmula não funciona.Significa que a fórmula foi aplicada sobre uma realidade diferente.
Colorimetria não é copiar receita
É justamente nesse ponto que existe uma grande diferença entre seguir uma receita e pensar como colorimetrista.
O profissional que trabalha apenas com receitas procura uma fórmula pronta.
O colorista analisa o cabelo antes de decidir o caminho.
Ele observa:
Qual é a altura de tom.
Qual é o fundo de clareamento.
Quais pigmentos estão presentes.
Qual foi o histórico químico.
Qual é a condição da fibra.
O que preciso neutralizar.
O que preciso revelar ou acrescentar.
Somente depois dessa análise é possível escolher a estratégia de cor com maior segurança.
A cor desejada não é a cor aplicada
Esse é um dos princípios mais importantes para desenvolver o raciocínio na colorimetria:
A cliente mostra uma cor desejada.
O profissional precisa descobrir como aquela cor será construída naquele cabelo.
A foto mostra o resultado. A fórmula é apenas uma ferramenta para chegar ao resultado.
E entre uma coisa e outra existe o diagnóstico.
Por isso, duas pessoas podem desejar exatamente o mesmo tom e precisar de estratégias diferentes.
O que o colorista precisa aprender?
Mais do que decorar inúmeras fórmulas, é fundamental compreender por que determinada cor funciona em uma base e pode não produzir o mesmo efeito em outra.
Quando você entende a relação entre fundo, pigmento e cor aplicada, começa a deixar de depender de receitas prontas.
Você passa a tomar decisões baseadas em lógica.
Colorimetria é raciocínio, não sorte.
E esse é o verdadeiro segredo por trás de resultados de cor mais previsíveis.
E você, qual resultado prefere?
Entre as duas referências apresentadas neste conteúdo, qual cor você escolheria:
Elizete Jardim Educadora Colorimetrista